A noite cai, e com ela, desaparece a luz que ao longo do dia nos distrai, ou que então, não nos permite ver ,com tanta clarividência, aspectos que normalmente despoletariam enumeras reacções em nós. E, meus amigos, não das mais bonitas.
Hoje vos interrompo para vos falar do interesse, ou então, desinteresse de que somos alvos diariamente.
Será que sou a única que, por intermédio de alguém de quem recentemente me aproximo, acabo por me aproximar também dos amigos, familiares e etc dessa mesma pessoa? Pergunto retóricamente, pois sei que é o que de mais normal nos acontece. Mas, de novo pergunto. Serei a única que quando algum problema surge, vê todas essas pessoas desaparecerem? Onde está a irmã, a mãe, a prima? Onde está o melhor amigo ou os amigos do café?
Mas o que eu será que leva as pessoas a fazer isso? Não me venham com a desculpa de que "ah e tal..já era amigo do outro antes..". Uma ova!
Dou por mim a pensar que a errada serei eu e não os outros, chego a duvidar de mim..Chego a sentir-me usada. Por tudo aquilo que dei aquelas pessoas..merecia mais. Não falo de bens materiais pois, na minha vida, isso é o que menos vale. Falo de sentimentos, de partes de mim que dei e deixei a cada um deles. Se servi até a última, porque deixei de o fazer? Tornei-me dispensável como a televisão da sala apenas porque já não dá para ver aquele canal? Metaforicamente falo, mas é assim como me fazem sentir.
Sei, que se pensar bem, o problema não esta em mim, mas sim naqueles que nada mais vêem a não ser o pequeno mundo deles. Pequeno de tal forma que não os permite ver o que os rodeia. Mas não minto, dentro de mim há aquela necessidade de fazer aquela chamada, mandar aquela mensagem e deitar tudo cá para fora, a atropelar mesmo, não deixando espaço para reacção. Mas, no final de contas, de que serve? Não estarei eu a dar importância que a mim não foi dada?
Tenho pena, vos garanto que tenho. Este tipo de atitudes são aquelas que geram avalanches de tanto que criam bolas de neve.
Eu, por agora, desisto.
Desisto de me aproximar do amigo, da tia, do primo. Não por despeito, apenas porque até ao momento não tive uma única prova que de esses adjacentes me deixassem de ver como a "amiga daquele" e me vissem como uma pessoa. Exactamente da mesma forma como a eles sempre os vi.
Hoje em dia, acho que é isso que nos falta, o que vos falta.
Deixar de ver os outros, como os "outros", como objectos, como vantagens, como lucros. Vermos-nos como pessoas, como irmãos. Pessoas essas com sentimentos, que querem ser vistas, amadas, e acima de tudo amar.
Por isso vos peço, olhem á vossa volta. Vejam o que estão a fazer com quem vos rodeia. Não se aproximem por aproximar, não amem por amar.
Amem quem vos ama, quem vocês querem realmente amar e, acima de tudo, dêem valor aquilo de melhor tem. Apenas porque, normalmente acabamos por negligenciar quem de melhor temos por aqueles que...vocês sabem.
Boa noite meu povo;
-águaturva
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