<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474</id><updated>2011-11-27T16:25:23.015-08:00</updated><title type='text'>Água Turva</title><subtitle type='html'>Água Turva : Histórias que nunca serão acabadas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aguaturva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-8494960155047670666</id><published>2008-01-14T13:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T13:34:39.365-08:00</updated><title type='text'>Sobre a decepção</title><content type='html'>Olhei em minhas mãos. Por um momento procurei relembrar quantas vezes eu havia machucado alguém.  Como aquele marido bêbado que chega em casa e na volúpia da ira agride sem pena a pobre dona. Aquela mesma que há tempos ele prometera amor infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as pessoas estão se especializando em machucar e decepcionar os outros. Produzindo um grande círculo de desilusões e tristeza. Aquele mesmo filho que você amamenta e cuida com carinho irá crescer. E lutar pela "liberdade" de ser quem ele quer ser. Irá baforar a fumaça na sua cara, como um tapa. Porque ele sabe que a liberdade conquistada lhe dá esse direito. E ele te machuca. E não se importa nem um pouco com suas lágrimas e seus conselhos de mãe/pai, porque a decepção já faz parte de nossas vidas, como um cacoete, uma verruga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lhe resta sofrer em silêncio. Ao menos se ele escondesse seus vícios e seus arroubos. Quem não conhece e não vê tem muito menos a sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas vezes eu machuquei alguém? Quem sabe? Fisicamente a hipótese é quase nula, mesmo porque há tapas que você dá em defesa própria. Por mera maldade...Talvez um grito, um excesso...Isso sim, claro. Ou apenas um movimento pensado, mesmo que sem maldade, talvez proporcionara a dor de outrém. E quem sabe? Quando se sofre em silêncio, como avaliar o erro? Como pedir perdão, se parece tudo tão normal...Caminhei pela rua silenciosa. Tentava ouvir ou ver algo, uma resposta. Pensava naqueles olhos tristes, mas nunca soube o porque daquilo. Teria eu desencadeado tais sentimentos? Como? Se eu sempre me julguei desnecessário à sua vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-8494960155047670666?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/8494960155047670666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/8494960155047670666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2008_01_13_archive.html#8494960155047670666' title='Sobre a decepção'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-109695525361302609</id><published>2004-10-04T22:07:00.000-07:00</published><updated>2004-10-04T22:47:33.613-07:00</updated><title type='text'>Violetas ao vento</title><content type='html'>Gatos. Pelo menos seis gatos. A minha gata era tão querida, siamesa...mas, em certos momentos ela me irritava, principalmente por sua capacidade nata de se multiplicar.&lt;br /&gt;Sentei-me no sofá e olhando pela janela. Um belo dia ensolarado. Na janela um vaso com violetas, minhas flores prediletas. &lt;br /&gt;Abaixo da janela lá estava ela...Toda feliz com seus filhotes. O vento soprava. Uma flor se desprendeu e desceu flutuando sobre o 'ninho'.&lt;br /&gt;Passara-se uma semana. Já havia dado quatro gatinhos para conhecidos...Eles eram mesmo lindos...Olhos brilhantes azuis, como os da mãe. Penélope, esse era seu nome, ficava o tempo todo ao lado deles, só saia para a toalete (gata educada a minha) e se alimentar. Voltava sempre ávida a lamber e amamentar seus pequeninos. &lt;br /&gt;Eu adorava vê-los...Como natureza é sábia...Mesmo sabendo que isso descredencia grande parte do primeiro parágrafo desse capítulo...Eu contemplava a beleza de meus bichinhos. &lt;br /&gt;Passada uma semana foi-se mais um. Penélope continuava amando o único que sobrou, quem apelidei de 'Branquinho', pois gatos siameses são quase brancos quando nascem. O mesmo amor de mãe persistia, embora notasse que ela já não tinha o mesmo entusiasmo; ele pulava, a mordia, e já se alimentava junto com a mãe. &lt;br /&gt;Um dia chegou Carla.&lt;br /&gt;- Lindo...Muito lindo!&lt;br /&gt;- E muito sapeca também! - E risadas ecoaram na sala.&lt;br /&gt;Carla pegou o filhote no colo.&lt;br /&gt;- Coisa linda!&lt;br /&gt;O chamego constrangedor era o de sempre. Quem sou eu pra julgar! Pegar um gatinho no colo é a coisa mais deliciosa que há! Afagá-lo é um crime...&lt;br /&gt;A mãe olhava curioso. Devia pensar quem seria aquela intrusa que apalpava o 'seu' filho. Carla o largou. Ele tratou de correr para o 'ninho' e mamar como se nunca o tivesse feito antes. Fomos até cozinha e conversamos tomando um café. Os assuntos eram os se sempre: empregos, namoros e família. Rimos bastante revivendo momentos de um passado não tão distante. Queria ser mais sincero com ela e dizer o quanto eu me sentia infeliz naquela hora, mas temia que ela não entendesse...Era de minha índole ser reservado, embora isso não fosse lá um grande dilema para mim.&lt;br /&gt;No finalzinho da tarde ela decidiu ir.&lt;br /&gt;- Já está ficando tarde. Adorei o papo e o café!&lt;br /&gt;- Ah claro! Precisamos repetir o encontro! Espero vê-lo de novo! - E rimos.&lt;br /&gt;Na sala ela parou. Eu fui até o 'ninho'. Peguei o filhote que dormia ao lado de sua mãe. Levei-o até Carla. &lt;br /&gt;- Cuide bem dele, hein?!!&lt;br /&gt;- Ah, vou cuidar muito bem! - O agarrou e apertou-o em seus braços. Senti um certo ciúme...Uma sensação estranha. Era o 'meu' último filhote que se ia. Mas eu não podia ficar com tantos gatos em meinha casa, apesar da tentação...&lt;br /&gt;Nos despedimos. Ela desceu e entrou em seu carro. E se foram.&lt;br /&gt;Subi sem jeito. Sentia vergonha. Vergonha de ter tirado de minha gata o seu filho. Como se fosse meu. Ao entrar ela me olhou...Saiu do ninho e pude vê-la ir até a porta. Sentou-se e fitava a maçaneta. &lt;br /&gt;Ainda hoje a encontro miando diferente...como que chamando seus filhos. Me corta o coração...Eu a agarro e a afago...Nunca saberei como é a dor da perda para uma mãe...Mas, a de abandonar alguém que poderia ter amado talvez sim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-109695525361302609?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/109695525361302609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/109695525361302609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_10_03_archive.html#109695525361302609' title='Violetas ao vento'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-109297506983183813</id><published>2004-08-19T20:53:00.001-07:00</published><updated>2004-08-19T21:11:09.830-07:00</updated><title type='text'>Fragmentos 2</title><content type='html'>Acordei em um susto. Os pesadelos já me acompanhavam havia alguns dias. Levantei e tomei uma xícara de leite quente. Pensei em ligar a televisão, mas ela me deixaria ainda mais entediado. Decidi dormir. Dormir mais. Dormir para esquecer. Para me ver livre da realidade, da angústia que sentia dentro de mim. O peso do sono esmagaria todos os problemas, todas as frases malditas, todas as vontades e necessidades. Por mais atordoantes que fossem os pesadelos, desses eu poderia fugir bastando acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia um calor na nuca e na face. Mas não era febre. Ao final da tarde fui encontrar Alessandro. Conhecia-o há dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorria...um sorriso cínico, leve e talvez malicioso. Mas eu via em seus olhos que não era a pessoa a quem eu procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'- Gostaria de vê-lo feliz...' -  Me dizia. Eu contava os minutos, as horas. Olhava as pessoas que passavam na rua. A garoa fina fazia com que os vidros do carro perdessem a transparência. Saí do carro depois de me despedir. Acompanhei o carro se distanciando. Sentei na calçada, aguardando um ônibus para voltar para minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'- Eu também...' - Pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-109297506983183813?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/109297506983183813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/109297506983183813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_08_15_archive.html#109297506983183813' title='Fragmentos 2'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-108736158259207595</id><published>2004-06-15T21:29:00.000-07:00</published><updated>2004-06-15T21:57:14.340-07:00</updated><title type='text'>Uma noite escura</title><content type='html'>'...- Acorda...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia baixinho...a cabeça pesava...os sentidos pareciam me falhar...Abri os olhos e vi um vulto claro...Uma linda e conhecida mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'- Heleodoro...'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chão gelado. A escuridão me deixava confuso. Sentei-me e cambaleando me levantei. Onde estaria? Caminhei...Vi-a me acenar...Uma aura clara a sua volta me mostrava o local exato onde ela estava: no fim de um imenso corredor que ascendia.Caminhei em sua direção...Árvores...O vento as farfalhava e poucas a luz do luar, iluminando cruzes!...Como vim parar em um cemitério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo meus olhos se acostumaram ao ambiente.Via anjos...Estátuas...E ruas que pareciam infinitas. Me lembravam Pere Lachaise, o famoso cemitério francês. Flores...Algumas velas ainda queimavam...A atmosfera poderia ser tenebrosa...Mas eu não tinha medo. Queria alcançá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me acenava. Quando me dirigia a ela, parecia se distanciar. Por fim virou em uma rua. Ali parecia mais escuro que nunca. Caminhei lentamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'- Olá?...' - Sussurrei. Apenas o barulho de folhas e gravetos se quebrando...Toquei em um mansoléu tentando um pouco de segurança, me esgueirando para ver mais a frente. A rua terminava. Caminhei. Não notei ali no chão um imenso buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'-Aaaaah'. Caí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sentia estranho. Não tinha medo. Notei que a luz do luar me iluminava o rosto frio. Era a minha musa, ali, inerte! Acariciei seu rosto pálido...O odor das rosas em seu caixão me embriagava. Tive ímpetos de chorar...Ela me deixara. Para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti terra cair sobre nós. Barulho de pá...Terra...Eu extasiado...Nunca a deixaria...Nunca...A terra nos cobriria para o sempre...A terra...Ia caindo...As poucos...Me lembrava de seus lindos olhos. Nunca neguei que os venerava. Porém estavam cerrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com lágrimas nos olhos. Na cabeça o 'Pavane' de Ravel me atordoava.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-108736158259207595?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/108736158259207595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/108736158259207595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_06_13_archive.html#108736158259207595' title='Uma noite escura'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-107993125805477428</id><published>2004-03-21T20:54:00.000-08:00</published><updated>2004-03-21T21:45:26.920-08:00</updated><title type='text'>Santo, santo, santo!</title><content type='html'>Sentei-me no banco...Pensava no que iria dizer, sem parecer oportunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Querido Deus...Ele sempre esteve ao meu lado...sempre foi meu fiel companheiro...mas nem percebi que talvez ele estivesse sofrendo...cuide dele por favor...Se ele desistiu de dividir a vida comigo...apenas mostre-o o caminho correto aser seguido...não o deixe sofrer..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja estava vazia...Melhor assim...pude deixar que uma lágrima descesse sem receio...olhava pro altar...imponente...me levantei e andei pelo corredor lateral...me deparei com um santo em seu altar...Parecia esculpido em madeira escura e tinha flores aos seus pés, arranjadas em vasos delicados. &lt;br /&gt;Em um momento pensei tê-lo visto piscando para o lado oposto. Olhei para o outro corredor e lá estava um outro altar, com outra estátua. Voltei a olhar para ele e me paeceu sorrir. Andei uma casa para trás, cismado. Atravessei por entre os bancos e fui até o outro altar. A santa envolvida em um manto azul marinho parecia viva...Seu altar também estava adornado por flores até mais viçosas que ass outras. E velas queimavam. Tive ímpeto de pegar uma flor, era uma linda rosa vermelha, mas me contive diante de espinhos que me diziam não.&lt;br /&gt;Fui andando até a frente, olhava os afrescos da abóbada... Perfeitos... lindos... Retratando passagens da agonia de Cristo. Tão altos...talvez olhando bem de perto tivessem lá suas imperfeições, corrosões pela exposição ao tempo ou infiltrações desnivelamento. No altar principal estava o Cristo crucificado. Ao seu redor candelabros de ouro e prata, velas e os apetrechos da missa diária.&lt;br /&gt;Os afrescos...Vislumbrava-os...Quando percebi que logo acima do altar principal uma figura especial parecia estranha...A tinta formava uma bolha...A diante de meus olhos parecia crescer! &lt;br /&gt;Alguns passos para trás e a bolha inchava como balão...Olhei ao meu redor... Ninguém... Estaria eu tendo uma alucinação. Não... Outro passo para trás e agora  a bolha parecia uma gota enorme dependurada no teto da igreja! &lt;br /&gt;- Céus!...Céus!!!&lt;br /&gt;E esborrachou-se no chão. &lt;br /&gt;Por detrás dos bancos bancos pude ver! Havia caído no meio do abside.  Fechei os olhos, assim decerto 'isso' desapareceria.&lt;br /&gt;- Aproximai-vos...&lt;br /&gt;(...- ai meu Deus ele me viu!...e agora...)&lt;br /&gt;Coloquei um olho e vi uma figura esplêndida: era o santo que estava pintado na abóbada! Havia uma aura prateada o envolvendo.&lt;br /&gt;- Achar-lo-á...Se tendes paciência...Porventura tendes medo?&lt;br /&gt;- ...um pouco...(disse me aproximando, mas não tanto)&lt;br /&gt;- Levá-lo-ão ao rei com roupas bordadas; as virgens que o acompanham a trarão a ti...&lt;br /&gt;- Sim... (confuso)&lt;br /&gt;- Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações tem feito na terra!&lt;br /&gt;- Tenho planos para o momento e nesse momento apenas o procuro...&lt;br /&gt;- Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor eterno, do destino...&lt;br /&gt;- Sim...Acredito piamente na existência do tão falado 'amor incondícional'...&lt;br /&gt;- Tomai, poderá ser esse o instrumento que precisa, no momento certo saberá-lo usar.&lt;br /&gt; Peguei de suas mãos um arco e setas. Coloquei-as nas costas. E agradeci:&lt;br /&gt;- Obrigado...&lt;br /&gt;- Revesti-vos da armadura da fé, para que possais estar firme contra as armações do mal. Cinja vosso lombo com a verdade,  e vista a couraça da justiça.&lt;br /&gt;Tentava olhar no rosto do santo, mas o era impossível...Me sentia indigno...Porém ali estava ele intercedendo por mim. Talvez movido por uma compaixão. Só os anjos e os santos sabem de nossas vicissitudes nessa vida, e só os anjos e santos se abstem de julgar o próximo. Nem sua roupagem branca, seus modos leves...Nada disso podia ser manchado pela minha insensatez e vulgaridade de ser humano pecador. No entanto ele estava ali... Talvez me ensinando mais uma lição de 'amor incondicional', dissociado de relações carnais que típicamente é uma característica nossa.&lt;br /&gt;- Muito obrigado...&lt;br /&gt;Caminhei tímido para fora da igreja. Me sentia feliz... Ele me havia dado um instrumento que talvez fosse útil. Lá fora o sol brilhava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-107993125805477428?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107993125805477428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107993125805477428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_03_21_archive.html#107993125805477428' title='&lt;strong&gt;Santo, santo, santo!&lt;/strong&gt;'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-107864353942875816</id><published>2004-03-06T23:12:00.000-08:00</published><updated>2004-03-07T00:07:33.170-08:00</updated><title type='text'>O Eclipse</title><content type='html'>Saí. Andei pelas ruas. O barulho do mar agitado se ouvia ao longe...Desci a rua. Andei pela orla. Vi alguém parecido com ele e apressei os passos...Tive ímpetos de chamar-lhe, mas, ao chegar bem perto percebi que não era ele.&lt;br /&gt;As pessoas que passavam por mim...pareciam faces conhecidas, umas tristes, outras sorridentes, outras conversando umas com as outras. Logo mais à frente as pessoas estavam paradas olhando pro alto.&lt;br /&gt;- Eclipse do sol! - me disse um senhor de seus 60 e poucos anos -  mas não olhe direto pra ele senão você ficará cego! &lt;br /&gt;Ao pessoas estavam segurando chapas de pulmão, braços, pernas, enfim...chapas. Todas as suas entranhas, visitadas por um raio X, ali públicas. Outras tinham negativos de fotos, todas muito compenetradas.&lt;br /&gt;O ar me parecia sufocante...Como se faltasse uma brisa, um vento...&lt;br /&gt;- Quer ver? - O senhor me ofereceu a chapa envelhecida. Vi à primeira vista um osso da fíbula, seria dele mesmo? Atentei para a data: 23 de janeiro de 1988. &lt;br /&gt;- Lindo... - Avistei um sol sendo rapidamente apagado por um outro astro, a intrusa, a Lua. Se vez em quando a Lua desfila por entre a Terra e Sol, como a dama de vestido novo, se mostrando, se gabando de sua beleza, fingindo indeferença. - Há tempos não vejo um eclipse solar!&lt;br /&gt;- Vi vários desde menino. Dizem alguns que trazem mal presságios! É fim de século!&lt;br /&gt;- Mal presságio...sim. -  Devolvi a chapa pro homem. &lt;br /&gt;Na avenida larga passavam vários carros. A orla era bonita, arborizada  e haviam bancos onde alguns sentavam. Olhei para o lado sul da avenida e percebi uma sombra imensa. A sombra vinha engolindo rapidamente a paisagem. Era a Lua.&lt;br /&gt;Tive medo. Saí de perto daquela turba andando para o lado oposto da avenida. E a sombra continuava a vir. Corri, corri muito. Nunca havia sentido tanto medo como naquele momento. Enquanto corri pansava nas pessoas que lá ficavam, todas tão atenciosas olhando para o alto que nem tiveram tempo de reagir. E corria, olhava pra trás e a sombra vinha. Pobres pessoas...&lt;br /&gt;Parei defronte a uma igreja. Imponente, gigante, o cinza petrificado se contrastava com o topo verde musgo, em sua frente podia se ler três letras escritas a tinta. Entrei e fiquei na porta. Notei que as pessoas que ali entravam tinham 'balõezinhos de pensamentos' em suas cabeças. Eram palavras e figuras geométricas randomizadas, que pululavam e piscavam coloridas como neon, sobre um fundo branco.&lt;br /&gt;- Hosana ei! &lt;br /&gt;A missa estava em seu curso. As pessoas que entravam, ao passar pela porta...seus pensamentos se tornavam cinza escuro, apenas linhas pretas, sobre o mesmo fundo branco.&lt;br /&gt;"Liturgia" li no papel em uma mesinha na entrada. Peguei um. Entrei...Nunca havia estado ali...O ambiente era meio escurecido, pensava há quanto tempo o Sol não entrava naquele recinto...&lt;br /&gt;- Nunca! - balbuciei.&lt;br /&gt;Caminhei analizando o lugar. Bancos de madeira escura envernizada. Chão de pedras brancas e pretas alternadas, a formar o que me lembrava um jogo de xadrez gigante.&lt;br /&gt;- Amém! - Gritavam os fieis ao final de algum sermão.&lt;br /&gt;Fiquei no canto, fingido! Nunca fui crente o bastante. Nem cético o suficiente para fugir correndo dali, onde me parecia o melhor lugar para se proteger no momento! A igreja estava repleta de fiéis.&lt;br /&gt;Olhava para o padre. Um homem como eu e como você. Me lembrei dos tempos de catecismo, o qual fiz porque minha mãe assim o desejava. Me lembrei das dificuldades que tinha nas provas, que eram colocadas como as da escola: Escreva a "Ave Maria", escreva o "Credo". Ensinaram-nos o caminho percorrido por Jesus, o calvário. Mas, silenciosamente eu pensava...Não fui eu quem crucifiquei-o. Sequer estive na cidade santa! Se ele havia sido assassinado não foi por nós e sim por nossa CULPA! Essa animalidade que nos pertence até os dias de hoje. Se hoje ele estivesse a pregar o 'amor entre os próximos', tenho convicção de que nunca atiraria uma pedra nesse homem.&lt;br /&gt;Me lembro que ao final do catecismo haviamos de nos confessar. Aquilo me preocupou! Passei a semana toda escolhendo pecados para contar para aquele senhor de bata. &lt;br /&gt;- O que meu Deus! O que eu fiz de errado nesses doze anos de vida?!?!&lt;br /&gt;No dia estipulado agachei perto do padre. Sequer havia um confessionário! Que decepção. Estávamos nas escadarias do altar da igreja, onde os 'pecadores' vinham, contavam e iam pra um lugar qualquer se redimir rezando.&lt;br /&gt;- Conte-me seus pecados!&lt;br /&gt;- Eu...eu...respondi meu pai...&lt;br /&gt;- Humm...&lt;br /&gt;- Acho que só isso...&lt;br /&gt;- Só isso?&lt;br /&gt;- ...S-s-sim... - Disse envergonhado. Após quase morrer em um parto complicado, ter a cravícula quebrada, ter um pai ausente e ter perdido a mãe havia um ano, acho que ele até me devia um milagres divinos...&lt;br /&gt;- Dez Aves Marias e dez Pais Nossos...&lt;br /&gt; Beijei a mão do padre e saí para me penitenciar no outro lado do altar. Poucos dias depois a comunhão acontecia! Quase não fiz porque meu pai relutava em comprar uma camisa branca e gravata borboleta. Meu pai devia de se penitenciar com uns vinte Pais Nossos. No mínimo. Mas no fim de tudo tomei a hóstia e fui feliz para casa! A hóstia não havia virado sangue em minha boca, portanto eu não era pecador!&lt;br /&gt;A missa terminou por volta de meia hora depois. Estava tranqüilo. A Lua já devia ter feito o seu passeio e a sombra já não era mais problema. As pessoas saiam vagarosamente da igreja, todas satisfeitas, felizes. &lt;br /&gt;Continuei ali...o ambiente era acolhedor...Com tantas pessoas rezando, tanta fé transbordando, devia haver ali alguns anjos sorrindo e cantarolando. Eles poderiam ouvir uma prece a ser feita...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-107864353942875816?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107864353942875816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107864353942875816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_02_29_archive.html#107864353942875816' title='O Eclipse'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-107731886771812412</id><published>2004-02-20T15:14:00.000-08:00</published><updated>2004-02-20T15:24:29.340-08:00</updated><title type='text'>Fio de Luz</title><content type='html'>Acordei vagarosamente...Na penumbra do quarto olhava ao meu redor...Apalpei a cama e percebi que ele não estava ali do meu lado...Onde teria ido sem que eu percebesse? Talvez à padaria...Talvez precisasse tomar um ar fresco, se exercitar...&lt;br /&gt;Um tênue fio de luz passava pela fresta da janela e atravessava o quarto...Sem um alvo certo, terminava na parede branca...Notava os detritos que reluziam ao passar pelo raio de sol...Detritos como fios de lã, pó...tão leves...porém imperceptíveis fora da luz...&lt;br /&gt;Como seria triste um mundo sem luz...Sem o Sol...Imaginei-me flutuando no ar...tentando alcançar a linha reta da luz...Imaginei que seria difícil, afinal haveria ventos, gravidade...algum outro detrito desejando também a mesma luz, e nos acotovelaríamos...&lt;br /&gt;Levantei... e entrei no meio da linha, tentei olhar direto para a fonte de luz, mas tinha a minha visão ainda sensível...Tentei abrir a janela, mas vi um cadeado...Será que os donos dessa casa nunca abriam as janelas? Fui ao toalete e andei pela casa...Tomei o café...Decididamente ele já havia ido a padaria muito antes...A cozinha parecia limpa...Teria ele preparado tudo e saído, assim, sem me avisar? Saí para procurá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-107731886771812412?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107731886771812412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107731886771812412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_02_15_archive.html#107731886771812412' title='Fio de Luz'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-107716559649884013</id><published>2004-02-18T20:39:00.000-08:00</published><updated>2004-02-18T20:44:40.310-08:00</updated><title type='text'>Fragmentos 1 </title><content type='html'>Estava febril...Imediatamente após 'perder a sintonia' virei de lado...Começou então um alvoroço em minha mente, como um filme passando...Com personagens, falas, situações...verdades...Tudo o que se passou naqueles fatídicos dois meses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" E foi assim mesmo..em uma sexta-feira 13...Percebi que recebia várias peças minúsculas de um quebra-cabeças, sempre, toda hora...Com cada pessoa que eu falava recebia a peça. E guardava-as...Até Deus me deu uma peça, porque eu mesmo o havia pedido...Mas o destino é persuasivo o bastante para que você muitas vezes não consiga visualizar a imagem final desse quebra-cabeças gigante! Ontem eu tive um diálogo compridíssimo com um conhecido nosso...Ele não me disse nada que fosse tomado como uma resposta à situação. Mas em questão de segundos me fez meditar... &lt;br /&gt;Guardava as peças empilhando-as...Empilhava, empilhava... Quando olhei pro alto vi que o amontoado já me fugia aos olhos...E a coluna de peças desmoronou...Me soterrou.&lt;br /&gt;Para minha surpresa ao cair se formou a imagem nítida...Todas as peças, ali...Eu sempre soube o que seria aquela imagem!!!! Mas, nunca me dei o luxo de poder pensar que ela fosse na verdade um grande espelho. Um espelho onde passavam-se fragmentos de conversas e ações de terceiros e de mim mesmo. E tudo se tornou muito nítido. Sempre quis as respostas e as recebi...mas não tive controle sobre o meu próprio destino. Agora olho pra essas peças e me arrepio...Sempre clamei por uma resposta, por uma ajuda...E recebia uma peça, duas...O mais generoso foi justamente aquele quem eu nunca vi...Ele me inspirou, até consegui montar uma parte...mas desisti, afinal enjoa ter que revelar o que você nunca esteve preparado pra ver. E decidi seguir em frente sem saber que o espelho na verdade era às vezes o mapa a ser seguido. E estava partido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia como se uma 'máquina' estivesse acoplada em minhas costas, presa a minha nuca e abdomem. Senti uma aceleração no coração, a temperatura do corpo parecia subir...Pensava no passado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-107716559649884013?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107716559649884013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107716559649884013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_02_15_archive.html#107716559649884013' title='Fragmentos 1 '/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6496474.post-107707958012629226</id><published>2004-02-17T20:46:00.000-08:00</published><updated>2004-02-20T15:01:46.593-08:00</updated><title type='text'>Conversa com J. Morrison</title><content type='html'>Talvez um sonho. Ou um delírio? Mas, eu estava certamente acordado. Recordo-me de fragmentos...Tudo se passou em um diálogo fulminante. Rápido...Mas que me pareceu uma eternidade...&lt;br /&gt;" Olá! Sou J. Morrison...&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- ...A música...ela tem um poder além do físico...além da simples ação de 'ouvir'...&lt;br /&gt;- Não entendo...&lt;br /&gt;- São várias as nuances...ela entra na alma, vasculha, se apodera, corrói e vomita o seu interior. Ela o faz chorar, rir, amar, odiar...&lt;br /&gt;- Sim...é verdade...a música parece ter esse poder...&lt;br /&gt;- São os dois lados da natureza, o bem e o mal...Uma música pode atordoar o espírito...ou simplesmente o fazer sentir um bem estar incomum...Tal como ela, é a poesia...Às vezes fria e dura...outras vezes bela, terna...Nem todos absorvem o verdadeiro sentimento por trás dessas dádivas tão divinas...&lt;br /&gt;- A sua música...você declamava poesias...em sua música...tão logo estava ali uma carga gigante de emoções...&lt;br /&gt;- Angústia, medo, amor, raiva...&lt;br /&gt;- Me lembro de um certo vazio em alguns momentos...uma introspecção imperativa.&lt;br /&gt;- A música e a poesia...Entram pelos ouvidos, olhos...e habitam o seu interior...&lt;br /&gt;- É a sua escolha...ou você ouve a música que te acalma, te acalanta...a poesia bela e pura...Ou pode seguir o outro caminho ao seu alcance...É a ilha...A ilha é bela...Tem a paisagem que você sempre sonhou...O silêncio, a quietude...&lt;br /&gt;- Sim...é o meu desejo...estar em uma ilha...estou cansado de correr, de tentar, se concorrer...&lt;br /&gt;- Na ilha você poderá ter a tranqüilidade almejada...mas a solidão é tão pesada e fria quanto o ambiente de seu trabalho...de sua casa...de um ônibus cheio....&lt;br /&gt;- A solidão...&lt;br /&gt;- Na ilha você encontrará a poesia em seu estado concreto: toda a inspiração do mundo...mas ninguém lerá os poemas que você inevitavelmente irá escrever...&lt;br /&gt;- Poderia levar algum amigo...parentes...meu parentes! Eles não pederiam ir comigo?&lt;br /&gt;- A escolha é individual...só fica na ilha quem deseja assim...&lt;br /&gt;- Nunca tive uma experiência tão fascinante como ver a ilha, estar na ilha...mesmo que por alguns minutos...sempre achei que ali seria o lugar adequado para se viver...&lt;br /&gt;- Há belezas nunca dantes vistas pelos seus olhos...outras ilhas, cânions, pradarias...o céu é diferente em cada ponto do universo...nuvens, estrelas, aurora...É apenas uma simples escolha...O bem e o mal...A claridade e a escuridão...&lt;br /&gt;- Em suas músicas havia algo obscuro...sobre fogo...fantasmas...em seu túmulo o chamavam de demônio!&lt;br /&gt;- A concepção de demônio às vezes é deturpada por padrões morais ditados...Ao pensar sobre o assunto poderemos perceber que o bem e o mal coexistem. Um não existiria sem o outro...Uma experiência é nula quando não se tem conhecimento da problemática do 'sim e não'.&lt;br /&gt;- Não entendo...&lt;br /&gt;- Equivalência...O número 'um' não precisaria existir se não houvesse o 'dois' e o 'três', se não houvesse uma seqüência lógica aplicada às nossas vidas."&lt;br /&gt;A voz se foi...como um rádio saindo de sintonia...Você vai perdendo a estação...mesmo estando absolutamente interessado. Imediatamente coloquei-me a meditar sobre o meu passado, sobre minhas ações, e de outras pessoas que passaram por minha vida por alguns momentos...Como se me restasse pouco tempo para fazer uma escolha. Eu não iria para a ilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6496474-107707958012629226?l=aguaturva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107707958012629226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6496474/posts/default/107707958012629226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aguaturva.blogspot.com/2004_02_15_archive.html#107707958012629226' title='&lt;strong&gt;Conversa com J. Morrison&lt;/strong&gt;'/><author><name>Ricco</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
